quinta-feira, 18 de junho de 2009

A Rua


Estava o sujeito voltando para casa, pelo seu caminho de sempre, que tomava por ser mais tranquilo, residencial e geralmente deserto. Geralmente. Mas não naquele dia. Naquele dia, a rua viu mais movimento do que o comum. Estranhara. Foi uma agitação ligeira, porém marcante. Não lembrava há quanto tempo aquilo não acontecia, curta que era sua memória. Hoje, estou certo, ela já esqueceu do ocorrido.

Contudo, a rua não esquecia do sujeito, tamanha era a freqüência com que a visitava. Mas hoje, hoje ela o esqueceu, finalmente. O sujeito não aparece mais para visitá-la, o sujeito tem medo. Outros têm medo pelo sujeito. Ela não entende por que um pequeno distúrbio no caminho do sujeito o fez com que parasse de freqüentá-la. A probabilidade de outro distúrbio ocorrer é a mesma de qualquer momento antes deste mesmo ocorrer. Mas a rua nada pode fazer. Por muito tempo o sujeito não irá mais visitá-la. Ela, então, será, de fato, o que o sujeito procurava numa rua ao passar por ela: tranquila, silenciosa e vazia.

Três rapazes, dois em uma bicicleta (B e C) e um em outra (A). O sujeito vê que A se aproxima além das conveções sociais primitivas estabelecidas. A estava vestindo jeans, casaco preto, com capuz (que tapa sua cabeça) e bolsos laterais, que de dentro do direito tirou um revólver. "Ô, meu..." Um pequeno revólver preto, muito parecido com um de brinquedo que tinha quando criança, reconheceu o sujeito. Poderia estar descarregado. Poderia ser de plástico. Mas as intenções de A, B e C, com certeza, não eram de plástico. Segue-se então que B desce da bicicleta, vai ao encontro e pára, agitado, na frente do sujeito: "Celular, meu. Dá o celular! Dá o celular! Não corre! Não corre!", exigiu e advertiu B - que vestia, também, jeans e um casaco semelhante ao de A, porém cinza -, com um tom de voz não gritado, mas imperativo. Pois A tinha um revólver, o sujeito realmente não cogitou correr. O distúrbio já havia acontecido, era apenas questão da intenção dos encapuzados: ação e dinheiro rápidos = danar pouco o sujeito; ação mais lenta e talvez mais dinheiro = deixar o sujeito à mercê da puta que o pariu. O sujeito tira, de imediato, o celular do bolso e entrega para B, que então entrega para C. Nesse momento, C se manifesta ao reparar na pulseira de prata no punho do sujeito. "Pulseirinha, pulseirinha." - diz, com um tom de voz de "haha, faturei". O sujeito apenas lamenta mentalmente o roubo de seu objeto de mais valor que tinha consigo, levanta o punho e C retira a pulseira de sua posse. "A carteira, a carteira!" diz B, com seu usual tom agressivo. O sujeito tira a carteira do bolso traseiro da calça, e diz "Deixa meus documentos!", em um tom de quase súplica. "Pode ficar com documento, só quero o dinheiro", diz B, em um quase tom agressivo-piedoso. O sujeito, disposto a entregar a carteira toda, tenta então retirar seus documentos de dentro dela para entregá-la. Uma atitude de proteção semi-inconsciente, pois o sujeito sabia que o volume de sua carteira o deixaria em mais apuros. B perde a paciência com a atitude do sujeito e arranca a carteira de suas mãos: "Dá o dinheiro, porra!". O sujeito, num reflexo pela atitude de B: "Eu não tenho nada!". Este era o seu medo. Havia na carteira mais dinheiro em moedas que em cédulas. E havia três reais em moedas. Pois o temor se fez: B não mais tinha aquele tom semi-piedoso. Ficara furioso. "Puta que pariu, não tem nada, ô filho da puta!" (o que ele tem contra notas de dois reais?) "Pau no cu!" Junto ao grito enraivecido deste segundo xingamento, B rebaixou mais ainda seu status de imaturo-de-ego-inflado-finjo-que-sou-vítima-da-sociedade-para-fazer-o-que-quero para agressor-imaturo-de-ego-inflado-finjo-que-sou-vítima-da-sociedade-para-fazer-o-que-quero. Desferiu um chute na perna esquerda do sujeito, que sentiu o músculo de sua coxa sendo atingido pela canela direita de B. O sujeito, entretanto, apenas fez uma cara feira e olhou aliviado para a carteira jogada ao chão por B, após este ter guardado os dois reais em seu bolso. Tolo, conseguiria o dobro disso com as moedas. Logo após, B, C e A retornam às bicicletas e seguem pelo mesmo caminho de onde vieram. Agora, este que vos narra se deu conta de não lembrar se uma bicicleta havia sido largado ao chão, mas provavelmente não, pois eles partiram rapidamente. Mas é também certo que B e C estavam em pé na frente do sujeito, enquanto A não desmontou da bicicleta. Haveria, pois um D? É possível, mas ele não teve participação ativa no evento, de qualquer maneira.
O sujeito, olhando para a calçada sob seus pés, junta a carteira atirada, repõe-a no bolso e fita as letras virando a esquina, para a esquerda. Sorri. "Fui assaltado", diz para si. "Finalmente! Estava começando a me sentir um estranho na sociedade!" - ironisa. Ele fita o caminho de volta, cogita tomar outro. Mas iria para direita na esquina. Seguiu seu caminho de sempre, de volta para casa, deixando a rua para trás.

O potencial desse distúrbio é bem concreto, e incrivelmente aterrorizante. Qualquer mente poderia descrever em detalhes tudo que poderia ter acontecido e não aconteceu. Se a ação fosse pior-intencionada e destrutiva, o sujeito agora poderia estar num lugar muito distante daqui. Seja porque o hospital é longe demais, seja porque o destino quis que ele parasse. Claro, há decepção, há desconforto, há um juízo negativo. Mas, sabe, é nada. E esse nada tem muito significado.

Conselho empírico: se você tem alguém identificado na agenda do celular por nomes genéricos (pai, mãe, irmão, namorado, sogro), edite-os e coloque qualquer outro nome, menos um que os identifique diretamente como seu ente querido. Faça isso agora.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Presença

Do Latim, praesentia;
A presença não está sujeita à mera visualização
Existência;
Celebremente conspícua
Semblante;
Tão surpreendente quanto belo
Presença, querida presença
Te contemplo sem controle
Ignorando minhas disformes reflexões
À distância, estão encobertas as intenções
Presença, capturo-te em mente e sensação
À presença, destino meu sentimento
Á presença, destino consideração
À presença, destino a relação
Presença, estás presente até o presente instante,
Estiveste presente desde o primeiro momento presente,
Presença, contemplo-te os olhos profundos com a convicção
De que estás presente até teu último sorriso
Ah, presença...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

In Perfect Harmony


A hora é essa. Hora de se impressionar. Você nunca sabe o que está por vir, então quando vem, parece uma surpresa. Porém, sabemos muito bem, "lá no fundo", que fizemos escolhas e tomamos caminhos determinados para que isso viesse, isso acontecesse.
Poderia até ser um pequeno e confortável diálogo com o inconsciente:
"Certo, você finge que me engana e eu finjo que acredito. Vamos nos dar muito bem assim."

Como é de praxe, faz uma década que não escrevo aqui, então procuro escrever somente quando "I feel like writing"(se possível interprete em inglês, se não, é "ter vontade", mas não é só querer, é sentir que é a hora). Contudo, ficar dizendo que "faz tempo que não posto" é só desculpa pra encher linhas. Ultimamente tenho ido até as coisas diretamente no seu âmago, chega de inconsistências de certezas e auto-aprovações.

Como, felizmente, mantenho algum tipo de registro durante os meses que se passam exatamente no mesmo tempo em que se passaram nos outros anos (é, nada de "demoraram pra passar" ou "passaram muito rápido"), posso afirmar com veemência que meu estado, ao menos conscientemente, está favorável (e crescendo) em relação ao último semestre de 2008.

"No que crer, afinal? Crer? Estou precisando daqueles memoráveis sorrisos de outrora."
Não é fácil explicar a evolução desse pensamento. A tranquilidade que me abrange agora não é fácil de ser conquistada. O fator "Quero, estou disposto, então vou lá e faço" ainda é, como sempre, o principal, mas procurar aquelas pessoas que também querem, estão dispostas e lá fazendo é sempre de grande ajuda, de grande valor. Um lugar onde seus devaneios têm sentido para mais gente além de você mesmo, onde você experiencia o mesmo que os outros, mas quando cada um abre a boca, sai algo totalmente diferente. E claro, a parte mais importante: o autoconhecimento. (Templo de Apolo? Sócrates? Matrix?) E você não faz idéia (se você faz idéia, escreva sobre isso nos comentários) de como o grande mistério da sua vida pode estar presente nesse único fator. Um único fator pode parecer pouco, mas se ele é onipresente, então deve realmente ter alguma relevância, não é mesmo?
Conhece-te a ti mesmo!
Know thyself! and be it

Eu estava relendo agora meu último post antes desse, e me lembrei de como fico embasbacado quando leio as outras coisas que já escrevi. Eu lembro a luz daquele momento de inspiração e ousadia, enchendo a cabeça de um estudante. Agora eu não sou o mesmo, bem como você não é. E é por isso mesmo que eu me impressionei, agora, com o que foi escrito antes. Gosto do que já escrevi, mas não posso ficar buscando inspirações naquilo, senão vou ficar andando sem sair do lugar, o que inadmissível para a minha cabeça.

Presente, atitude, ansiedade (Palavras-chave em que pensei enquanto escrevia e resolvi deixar aí)

"Aprecie o presente como se não houvesse futuro."
Você já leu/ouviu alguma coisa com essa idéia antes, eu tenho certeza. Mas já parou pra pensar? Tem certeza? Então vamos lá, juntos, pensar mais uma vez.
O pensamento, o cérebro, é como outro músculo qualquer do corpo, que reage a qualquer coisa que o estimule, no caso, qualquer um dos sentidos estimula o pensamento, tanto que por muitas vezes pensamos em coisas absurdas "sem querer". Mas às vezes algumas pessoas também chamam isso de "criatividade". A questão é: não ignore. Se você pensou em algo repentinamente, se aquilo came out of the blue (veio do nada), veio de algum nada que te fez pensar nisso, então esse nada não é um nada tão irrelevante assim, concorda? E muitas vezes esse nada é aquela fagulha que se acende e só precisa de uma atitude para ser concretizada. Pensei, fiz. O avaliar fica pra outra hora. Sim, eu estou falando justamente daquela maldita hora que te vem aquela idéia na cabeça ou quando alguém te faz uma proposta praticamente inconcebível que te entope de ansiedade até o último fio de cabelo, e você consegue meter a mão na consciência e em uma fração de segundo dizer "Só se for AGORA!"
Certo, pode ser um exemplo um pouco fora de contexto, mas é exatamente no âmbito desse tipo de atitude que eu quero chegar. Isso tudo envolve a importância do momento presente, e cria uma harmonia e tranquilidade posterior muito melhor que aquele possível remorso sentido por algo que deixou de ser feito, que deixou de ser aproveitado. É a soma de não ignorar seus pensamentos com usá-los propriamente no momento em que se está vivendo. E isso é totalmente prático no cotidiano, o que de fato caracteriza uma verdadeira experiência que não pode ser considerada "surreal" ou, mais vulgarmente, "uma cachaça". Está ali e pronto, agora só depende de você.

Faça a diferença, o mundo está precisando disso. (Da diferença em si e das pessoas que a fazem)

Não desenvolvi muito os assuntos, mas certamente cada um merece um gigantic post individual. E esses posts virão, aguarde.
Quer concordar? Quer discordar? Quer ao menos opinar? Atreva-se.
Os comentários estão logo ali, a um clique.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Aquilo que é sentido faz sentido

"Acho que a minha Filosofia fazia mais sentido antes de estudar a Filosofia."
É com essa frase que acabei me deparando esta noite. Não consigo mais sentir o meu tão importante modo de ser e estar, o modo em que eu me sentia melhor que agora, o modo aquele que nesse instante faz-me sentir inferior. Inferior. Estou no nível abaixo de que gostaria, estou sendo humilhado por mim mesmo nos aspectos mais valorosos do meu ser. Eu acho e sei que somente eu posso mudar qualquer coisa que esteja acontecendo na minha vida, ou que esteja fazendo a minha vida acontecer, mas de fato nem tudo são rosas nesse contexto. Este momento pode ser no futuro um, como sempre, aprendizado e num futuro próximo estarei me sentindo normal e bem novamente, mas com consciência que a moeda tem sim dois lados.
A explicação da inferioridade é que olhando para trás, vejo o que já escrevi e já pensei, ideias e ideais que estão guardados em algum lugar da memória. E então, eu concluo que tudo estava melhor antes. Eu estava melhor antes. Estava melhor em inúmeros aspectos, eu sei identificar todas as entrelinhas dos meus textos, eu sei o que eu pensei no instante em que escrevi uma linha importante! E isso é justamente o contrário do que acontecia antes, quando eu escrevia, tempos depois eu relia, e concluía: "ótimo, vejo que melhorei." Mas agora, agora está tudo muito estranho...mas ainda sei que essa sensação não é nova! Maldição!
Essa é a hora pra repensar o que se está fazendo. O que eu estou fazendo. Não costumo e não gosto de escrever desse modo, escrever sobre mim e ainda de uma maneira desfavorável, com a minha costumeira exigência na hora de um escrito público, me sinto sendo corroído por dentro. Entretanto, sinto que deve ser feito para o bem maior. O bem maior para mim, é claro.
Em relação à "lição" aprendida com cada "último texto"(ver post de 12/09/07), ou seja, com cada fim, podemos dizer que tudo acaba virando material para um bem maior e que um dia será alcançado. Entretanto, o que é a vida senão o presente? Palavras poucas, mas profundas! Se não há um presente bom, como haveria um futuro diferente? O passado apenas serve como objeto de estudo para aplicar no ou retirar do presente. De certa forma caímos em contradição com a esperança, a tal que faz-nos esperar um futuro diferente, poderia se dizer melhor, do presente. Mas sendo o presente o passado do futuro, então no futuro analisaremos o presente, que naquele momento será o passado, e veremos o que? Mais do mesmo ou comemoraremos por estarmos melhores? Realmente não há uma resposta, devido à atitude que a esperança pode desencadear. Pode fazer-nos esperar de braços cruzados um milagre de deus, ou então sair mesmo correndo para que o que estamos esperando se realize. E não é necessário dizer que somente última opção é válida. Se ainda alguém não sabe disso, o empirismo se encarregará de dar esse tapa na sua cara.
O sorriso se depara com a afirmação: "Eu não preciso disso." Pratique o desapego! Experimente com moderação, apenas. Não adianta ficar sem nada, mas querer ficar com tudo só o sobrecarregará. Deixe um pouco de lado os seus vícios inúteis e dedique-se às coisas urgentes e que trarão uma resposta, pelo menos a de alívio com certeza, e não se esqueça de dar aquele passeio pela rua, nem que por cinco minutos. Acredite, quando você pensa "droga, amanhã já é amanhã...", algo deve mudar. E você sabe o que, então faça! Fingir que não aguenta, fingir que está cansado e fingir que aquela culpa e peso na consciência não te atinge é pura besteira. O pior é se você algum dia realmente se convencer de que não é responsável nem por sua própria vida, imagine em que ponto você chegou. O desapego pode/deve ser seguido com o sentimento de "looking for something new, good, fast, real, strong, exciting." E ao longo desse processo, sempre relembre e comova-se com o sentimento de "Eu estou mudando, estou fazendo algo novo por mim mesmo." Isso faz um bem difícil de descrever.
Agora, assim como eu, você percebe a mudança de rumo deste texto. Você já esqueceu do comentário de consolo que poderia pensar em escrever, e isso já é progresso. Pense em si mesmo e reflita se numa situação dessas você iria querer palavras apenas de consolo. Seria tão útil, mas claro que com outra intenção, quanto um comentário idiota do tipo "então se suicide de uma vez". E sim, isso soa meio "áspero", (a palavra ideal seria "harsh") mas não se deixe abalar por tão pouco. Releia, pense bem e, se quiser, escreva.
Em relação à Filosofia, no início, é que estou achando-a algo muito racional, o que está certo e era de se esperar, mas com falta do sentimental, da sensibilidade. Eu pensei nessa definição agora, então talvez eu possa no futuro alterá-la. Está certo a filosofia ser livre de mitos(no sentido vulgar da palavra) e exigir que a realidade se explique através daquilo que nela mesma está presente. O que, de certa forma, é estranho pensar: o meio lógico(no sentido vulgar da palavra) é explicar o significado ou origem de algo através do que veio antes ou deu origem organizou esse algo. É difícil dar um exemplo sem se complicar, então vou deixar isso em aberto. Continuando, a filosofia é livre de crendices mitológicas (Você claro que pode dizer que "filosofia não tem nada a ver com religião", mas eu e mais inúmeros(inúmeros!) filósofos discordamos de você, uma vez que a realidade é uma só e o seu deus não pode coexistir com a o real por ele mesmo. A religião quer dar um sentido, um significado para a existência e em algo em que acreditar para vencer o medo da morte. Já a filosofia busca esse mistério do mundo com os pés no chão, e se você parar para pensar, não seria nada divertido nem esclarecedor descobrir assim o mistério da existência. Isso é o que nos mantêm vivos, no final das contas! A busca da minha filosofia é a da questão da existência, da morte, etc, mas isso é tão absurdo que imaginar que se um dia acontecesse, eu me suicidaria. Enfim, não vou criar uma argumentação sobre isso comigo mesmo, afinal eu sempre venceria no final, então quem quiser falar sobre, escreva nos comentários), entretanto, chega a um ponto em que os filósofos deixam de ser poetas, e disso eu sinto falta. Já dizia Mr. Keating(filme-Sociedade dos Poetas Mortos): "...a raça humana é cheia de paixão. Medicina, direito, negócios, engenharia - estas são nobres buscas necessárias para sustentar a vida. Mas poesia, beleza, romance, amor - estas são aquelas pelas quais nós vivemos!", e ainda acho que é o melhor significado para a vida contemporânea, e já tem 19 anos de existência. Então, acho que a filosofia está regrada demais, mas nem todos são assim, ainda bem. Este é outro lado bom da filosofia: ela é uma terra livre. Que esperemos o revolucionário, então. Quem sabe no, por assim dizer, futuro.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Postagem Impessoal



Leia Shakespeare.

Escreva para você mesmo. Suas palavras podem até ser interpretadas por outros, mas jamais devem ser influenciadas por seus leitores.
Textos de minha autoria.


Acostumar-se

Bom senso de humor é a base para qualquer tipo de relacionamento. Senso de humor no trabalho, entre a família, e em qualquer outra relação mais séria. Um senso de humor positivo vem de uma boa maneira de se pensar, e frequentemente de positivos pontos de vista.
Mantendo um bom humor sustentará seu bom espírito enquanto encara situações difíceis, levando você à uma discussão mais inteligente sem razão para algum tipo de agressividade.
Bem, isso é chamado de "Qualidade de Vida" na sociedade. Respeito, paciência e bom humor são essenciais. A sociedade já estava aqui quando nascemos. Nós vivemos baseados nela e sempre de alguma forma nos adaptando à ela. A sociedade as vezes não paga o preço por viver junto de milhares de pessoas, mas de qualquer forma teremos que mudar. Seja para adaptar-nos à sociedade, aos outros à nossa volta, seja para adaptar-nos a uma nova maneira de se viver a vida.

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Ao Pensar

O nome para "Poder do Pensamento" deveria ser denominado "Poder Ilimitado". Não é somente o pensamento positivo, mas qualquer tipo de pensamento. Funciona? Há algum efeito? Bem, com toda certeza há. Você gostando ou não dos resultados, os efeitos aparecem. Uma vez que percebamos que sempre temos escolhas a fazer sobre o que acontece em nossas vidas, se torna tudo uma questão de atitude mudar nossas vidas ou apenas deixá-las melhores. E embora eu não possa mudar todo o mundo em que nós vivemos, eu posso SEMPRE mudar a mim mesmo. Esta deveria ser a atitude de todos, porque cada um sabe a única pessoa que pode fazê-lo.
Se você soubesse seu potencial para sentir-se bem, você jamais desejaria ser outra pessoa, para que então você pudesse sentir-se bem. Seus pensamentos determinarão seus objetivos, suas emoções levarão você até lá. Coloque seus pensamentos em ação, pois assim como você, eles também têm um propósito! E com toda a certeza, é um muito significativo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

A Clareza da Incerteza



Faz quase um mês não exponho minhas linhas aqui, o que está para ser recompensado.
Há muito e muito pouco acontecendo, muito pouco de muito significado e muito de pouco do mesmo. Não tenho lido tanto quanto gostaria, parece que o tempo está voando neste segundo semestre. É sempre no segundo semestre do ano que minha vida acontece de verdade, mesmo que neste tenha sido um pouco diferente. Não escrevo há tanto tempo não bem por falta do que escrever, mas não permito a mim mesmo escrever qualquer coisa. Devo dizer que sou um crítico rigorozo quando o assunto são minhas linhas. Então, pois, transcrevo agora pequenos textos de minha autoria.


Equilíbrio

A morte do espírito, criatividade, unicidade, ou ainda mais, como inteligência ou sagacidade, é totalmente inaceitável. Não devemos abrir mão de nossos dons.
Se a própria vida é um dom, o que dizer sobre os dons que obtemos após estarmos vivos? Se os deixarmos morrerem, estaremos ao mesmo tempo deixando a vida esvair-se.
Precisamos manter tudo equilibrado, e este é um fácil e complicado modo de viver.
Não teremos tudo sob controle todo o tempo, tanto que ficaríamos loucos se tivéssemos. Precisamos aprender a controlar nós mesmos, e não a controlar tudo que há em nossa volta. Mais uma vez, equilíbrio. Ele pode dominar a nossa vida se deixarmos, mas o melhor caminho é que dominemos nossa própria vida baseada nele.

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O Último Texto

Talvez o último texto devesse ser o mais importante, o mais profundo e mais incrível com todas suas palavras de esperança e despedida, uma vez que o próprio deveria deixar uma memória muito boa, ou muito ruim. Na verdade, ele deve deixar uma forte e inesquecível memória nos olhos do leitor.
Entretanto, o último texto não existe. Nunca há um último texto. Sim, você pode escolher parar. Você só para quando começa a pensar que não pode mais fazê-lo. E se você pensa assim, não poderá escrever O "Último Texto" propriamente. Mas se você realmente não está mais apto a escrever, a tragédia terá vindo tão surpreendentemente, que você não terá tempo para escrever o "Último Texto". A verdade é: Nós escreveremos muitos "últimos textos", porque nunca há na realidade um fim. Para nada. Então escreveremos "últimos textos" toda vez que dissermos que algo está definitivamente acabado.

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Como percebemos que a incerteza gera todas nossas certezas?
Se temos conhecimento de nossas incertezas, sabemos buscar o seu contrário.
A incerteza que guardamos pode dar início ao que desejamos.


Você vive de amores e horrores. Isso é vida. E é bem melhor que isso.


"As maiores lições da vida não são obtidas através de foco ou concentração, mas sim da respiração e simples observação."


"Quem ama busca o outro para tornar-se perfeito, mesmo sabendo que nunca será perfeito. O dia em que for perfeito cai na tolice, cai na posse, que não é mais o amor."

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Máximas e Reflexões


Mudanças bruscas de tempo afetam meu bem estar a um curto prazo, percebí. Após um certo período, acostumar-se é inevitável. A temperatura elevada não nos tem sido piedosa, o que para o inverno, por sua vez, é vergonhoso. Um tempo descente constante é uma exigência ao clima na presente estação, porque com estes 31°C em pleno mês de Agosto o tempo frio volta à sua forma variável do ano anterior em que não sabíamos mais o que era o aconchegante frio. Entretanto, como sempre, sobreviveremos novamente à este tempo sem lógica com a expectativa de que no máximo no final da semana a temperatura volte ao seu frio natural.
Seguindo a ordem das coisas, então, após o pranto surge o raciocínio.
Tenho acrescentado boas doses de interesse, e posteriormente conhecimento, sobre os mais diversos assuntos que fazem parte daquela força moral e elevação de espírito com que o Homem se coloca acima dos preconceitos, e do amor ao saber.
O que realmente escreve as idéias é o conhecimento e a emoção, auxiliados pela sabedoria. Logo, gostaria de citar algumas das Máximas e Reflexões que estão contidas nas páginas de La Rochefoucauld (Escritor francês, um dos preferidos de Nietzsche. Veio a falecer em 1680, no dia do meu aniversário), e entre parênteses, comentários do leitor que aqui as coloca:

"A força e a fraqueza do espírito são mal denominadas; com efeito, nada mais são que a boa ou a má disposição dos órgãos do corpo."
(O Espírito rege a matéria.)

"A felicidade e a infelicidade dos homens não dependem menos de seu humor que da sorte."
(O humor monta o palco da peça, a sorte traz o público. (Aqui, desviando do ponto de vista de sorte do autor)

"A presteza em crer no mal sem tê-lo examinado com cuidado é um efeito do orgulho e da preguiça. Queremos encontrar culpados, mas não queremos nos dar o trabalho de examinar os crimes."
(Preconceito desnecessário.)

"O encanto da novidade é para o amor o que a flor é para o fruto; confere-lhe um lustro que facilmente se apaga e que jamais voltará."
(Embora o amor proporcione inumeráveis encantos posteriores.)

"Não poucas vezes teríamos vergonha de nossas mais belas ações se o mundo visse todas as razões que as motivam."
(Nossos mais profundos motivos as vezes são ocultos até para nós mesmos, nunca temos uma só razão para fazer algo e na maioria das vezes, quando revelamos, revelamos apenas o motivo mais cabível aos olhos de outrem.)

"É mais fácil conhecer o homem em geral que um homem em particular."
(Sabemos da atitude de muitos, não sabemos da atitude de um.)

"Nunca se deseja ardentemente o que se deseja somente com a razão."
(Apenas plenamente de acordo.)

"Quando temos o coração ainda agitado com o que resta de uma paixão, estamos mais perto de sermos invadidos por uma nova do que quando inteiramente curados dela."
(Talvez seja variável de acordo com a experiência de cada indivíduo, mas isso é fato na minha realidade.)

Estas são algumas das máximas que há no livro, reflitam também sobre estas palavras, mesmo as minhas, o espaço para comentários não existe por acaso.
Muitos destes escritores e filósofos tem um ar de agressividade ao escrever seus pensamentos. Quase todos expõe os textos como se houvesse uma veracidade absoluta em suas palavras, sem chance alguma de discussão sobre elas. Concordo que, antes de passar para o papel, os pensadores devem ter trabalhado ao máximo suas idéias, mas da mesma fora, à mim como leitor é comum sentir uma agressão contra meu próprio ponto de vista quando este difere de alguma forma com do escritor. Tenho plena clareza em analisar tudo o que leio e que me é novidade, para deste modo aperfeiçoar minhas capacidades de interpretação e raciocínio e também podendo mudar meu pensamento para um terceiro mesclando o do antigo e o do autor, se assim me satisfizer. É esta disposição que devemos ter, porque se apenas lermos textos e proclamar concordância ou sua oposta, de nada vale a leitura. Como sempre, é importante pensar.
Agradecendo sua leitura e sua palavra, me despeço.


"De certo modo, a humanidade sempre será Amante de Sophia."