sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Postagem Impessoal



Leia Shakespeare.

Escreva para você mesmo. Suas palavras podem até ser interpretadas por outros, mas jamais devem ser influenciadas por seus leitores.
Textos de minha autoria.


Acostumar-se

Bom senso de humor é a base para qualquer tipo de relacionamento. Senso de humor no trabalho, entre a família, e em qualquer outra relação mais séria. Um senso de humor positivo vem de uma boa maneira de se pensar, e frequentemente de positivos pontos de vista.
Mantendo um bom humor sustentará seu bom espírito enquanto encara situações difíceis, levando você à uma discussão mais inteligente sem razão para algum tipo de agressividade.
Bem, isso é chamado de "Qualidade de Vida" na sociedade. Respeito, paciência e bom humor são essenciais. A sociedade já estava aqui quando nascemos. Nós vivemos baseados nela e sempre de alguma forma nos adaptando à ela. A sociedade as vezes não paga o preço por viver junto de milhares de pessoas, mas de qualquer forma teremos que mudar. Seja para adaptar-nos à sociedade, aos outros à nossa volta, seja para adaptar-nos a uma nova maneira de se viver a vida.

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Ao Pensar

O nome para "Poder do Pensamento" deveria ser denominado "Poder Ilimitado". Não é somente o pensamento positivo, mas qualquer tipo de pensamento. Funciona? Há algum efeito? Bem, com toda certeza há. Você gostando ou não dos resultados, os efeitos aparecem. Uma vez que percebamos que sempre temos escolhas a fazer sobre o que acontece em nossas vidas, se torna tudo uma questão de atitude mudar nossas vidas ou apenas deixá-las melhores. E embora eu não possa mudar todo o mundo em que nós vivemos, eu posso SEMPRE mudar a mim mesmo. Esta deveria ser a atitude de todos, porque cada um sabe a única pessoa que pode fazê-lo.
Se você soubesse seu potencial para sentir-se bem, você jamais desejaria ser outra pessoa, para que então você pudesse sentir-se bem. Seus pensamentos determinarão seus objetivos, suas emoções levarão você até lá. Coloque seus pensamentos em ação, pois assim como você, eles também têm um propósito! E com toda a certeza, é um muito significativo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

A Clareza da Incerteza



Faz quase um mês não exponho minhas linhas aqui, o que está para ser recompensado.
Há muito e muito pouco acontecendo, muito pouco de muito significado e muito de pouco do mesmo. Não tenho lido tanto quanto gostaria, parece que o tempo está voando neste segundo semestre. É sempre no segundo semestre do ano que minha vida acontece de verdade, mesmo que neste tenha sido um pouco diferente. Não escrevo há tanto tempo não bem por falta do que escrever, mas não permito a mim mesmo escrever qualquer coisa. Devo dizer que sou um crítico rigorozo quando o assunto são minhas linhas. Então, pois, transcrevo agora pequenos textos de minha autoria.


Equilíbrio

A morte do espírito, criatividade, unicidade, ou ainda mais, como inteligência ou sagacidade, é totalmente inaceitável. Não devemos abrir mão de nossos dons.
Se a própria vida é um dom, o que dizer sobre os dons que obtemos após estarmos vivos? Se os deixarmos morrerem, estaremos ao mesmo tempo deixando a vida esvair-se.
Precisamos manter tudo equilibrado, e este é um fácil e complicado modo de viver.
Não teremos tudo sob controle todo o tempo, tanto que ficaríamos loucos se tivéssemos. Precisamos aprender a controlar nós mesmos, e não a controlar tudo que há em nossa volta. Mais uma vez, equilíbrio. Ele pode dominar a nossa vida se deixarmos, mas o melhor caminho é que dominemos nossa própria vida baseada nele.

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O Último Texto

Talvez o último texto devesse ser o mais importante, o mais profundo e mais incrível com todas suas palavras de esperança e despedida, uma vez que o próprio deveria deixar uma memória muito boa, ou muito ruim. Na verdade, ele deve deixar uma forte e inesquecível memória nos olhos do leitor.
Entretanto, o último texto não existe. Nunca há um último texto. Sim, você pode escolher parar. Você só para quando começa a pensar que não pode mais fazê-lo. E se você pensa assim, não poderá escrever O "Último Texto" propriamente. Mas se você realmente não está mais apto a escrever, a tragédia terá vindo tão surpreendentemente, que você não terá tempo para escrever o "Último Texto". A verdade é: Nós escreveremos muitos "últimos textos", porque nunca há na realidade um fim. Para nada. Então escreveremos "últimos textos" toda vez que dissermos que algo está definitivamente acabado.

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Como percebemos que a incerteza gera todas nossas certezas?
Se temos conhecimento de nossas incertezas, sabemos buscar o seu contrário.
A incerteza que guardamos pode dar início ao que desejamos.


Você vive de amores e horrores. Isso é vida. E é bem melhor que isso.


"As maiores lições da vida não são obtidas através de foco ou concentração, mas sim da respiração e simples observação."


"Quem ama busca o outro para tornar-se perfeito, mesmo sabendo que nunca será perfeito. O dia em que for perfeito cai na tolice, cai na posse, que não é mais o amor."

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Máximas e Reflexões


Mudanças bruscas de tempo afetam meu bem estar a um curto prazo, percebí. Após um certo período, acostumar-se é inevitável. A temperatura elevada não nos tem sido piedosa, o que para o inverno, por sua vez, é vergonhoso. Um tempo descente constante é uma exigência ao clima na presente estação, porque com estes 31°C em pleno mês de Agosto o tempo frio volta à sua forma variável do ano anterior em que não sabíamos mais o que era o aconchegante frio. Entretanto, como sempre, sobreviveremos novamente à este tempo sem lógica com a expectativa de que no máximo no final da semana a temperatura volte ao seu frio natural.
Seguindo a ordem das coisas, então, após o pranto surge o raciocínio.
Tenho acrescentado boas doses de interesse, e posteriormente conhecimento, sobre os mais diversos assuntos que fazem parte daquela força moral e elevação de espírito com que o Homem se coloca acima dos preconceitos, e do amor ao saber.
O que realmente escreve as idéias é o conhecimento e a emoção, auxiliados pela sabedoria. Logo, gostaria de citar algumas das Máximas e Reflexões que estão contidas nas páginas de La Rochefoucauld (Escritor francês, um dos preferidos de Nietzsche. Veio a falecer em 1680, no dia do meu aniversário), e entre parênteses, comentários do leitor que aqui as coloca:

"A força e a fraqueza do espírito são mal denominadas; com efeito, nada mais são que a boa ou a má disposição dos órgãos do corpo."
(O Espírito rege a matéria.)

"A felicidade e a infelicidade dos homens não dependem menos de seu humor que da sorte."
(O humor monta o palco da peça, a sorte traz o público. (Aqui, desviando do ponto de vista de sorte do autor)

"A presteza em crer no mal sem tê-lo examinado com cuidado é um efeito do orgulho e da preguiça. Queremos encontrar culpados, mas não queremos nos dar o trabalho de examinar os crimes."
(Preconceito desnecessário.)

"O encanto da novidade é para o amor o que a flor é para o fruto; confere-lhe um lustro que facilmente se apaga e que jamais voltará."
(Embora o amor proporcione inumeráveis encantos posteriores.)

"Não poucas vezes teríamos vergonha de nossas mais belas ações se o mundo visse todas as razões que as motivam."
(Nossos mais profundos motivos as vezes são ocultos até para nós mesmos, nunca temos uma só razão para fazer algo e na maioria das vezes, quando revelamos, revelamos apenas o motivo mais cabível aos olhos de outrem.)

"É mais fácil conhecer o homem em geral que um homem em particular."
(Sabemos da atitude de muitos, não sabemos da atitude de um.)

"Nunca se deseja ardentemente o que se deseja somente com a razão."
(Apenas plenamente de acordo.)

"Quando temos o coração ainda agitado com o que resta de uma paixão, estamos mais perto de sermos invadidos por uma nova do que quando inteiramente curados dela."
(Talvez seja variável de acordo com a experiência de cada indivíduo, mas isso é fato na minha realidade.)

Estas são algumas das máximas que há no livro, reflitam também sobre estas palavras, mesmo as minhas, o espaço para comentários não existe por acaso.
Muitos destes escritores e filósofos tem um ar de agressividade ao escrever seus pensamentos. Quase todos expõe os textos como se houvesse uma veracidade absoluta em suas palavras, sem chance alguma de discussão sobre elas. Concordo que, antes de passar para o papel, os pensadores devem ter trabalhado ao máximo suas idéias, mas da mesma fora, à mim como leitor é comum sentir uma agressão contra meu próprio ponto de vista quando este difere de alguma forma com do escritor. Tenho plena clareza em analisar tudo o que leio e que me é novidade, para deste modo aperfeiçoar minhas capacidades de interpretação e raciocínio e também podendo mudar meu pensamento para um terceiro mesclando o do antigo e o do autor, se assim me satisfizer. É esta disposição que devemos ter, porque se apenas lermos textos e proclamar concordância ou sua oposta, de nada vale a leitura. Como sempre, é importante pensar.
Agradecendo sua leitura e sua palavra, me despeço.


"De certo modo, a humanidade sempre será Amante de Sophia."

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

A Arte de Escrever


De Arthur Schopenhauer, o livro de mesmo nome do título desta postagem tem do início ao fim as mais diversas críticas aos indivíduos que "fingem escrever". Destaca-se, também, a valorização do autor pelo pensamento próprio ao transferir algum conteúdo para a mágica do papel e da caneta.
Há muitos ensinamentos que eu apreciaria seguir, outros já descartaria sem rodeios.
Admirável recomendação do autor ao dizer que qualquer obra importante deve ser lida duas vezes seguidas. A segunda vez ajuda a compreender melhor o início devido ao conhecimento do final, e já sabendo de tudo que o livro fala, entende-se melhor também os detalhes que sempre são deixados para trás. É algo realmente interessante a se fazer, porém nem sempre há disposição suficiente para ler o mesmo conteúdo novamente em um espaço de tempo ínfimo.
As preciosas páginas discutem muito sobre aqueles que escrevem textos do tipo insensato, ou seja, os que não tem como objetivo expressar suas idéias no papel e muito menos acrescentar uma leitura prazerosa e rica para outros, mas sim escrever palavras sem o menor nexo ou linha de raciocínio, usando palavras cheias de significados e de forma imprópria e equivocada, com o consciente objetivo de confundir leitores, e serem os autores vangloriados pelo simples motivo que quase ninguém "tem capacidade" de entender plenamente seus escritos. Esta é a principal crítica.

Claro que se formos nos prender a cada detalhe das críticas, é mais possível que nem escrevamos mais nada por medo de repressão ou algo do tipo. O que tento dizer é a que há a crua necessidade de se pensar no que se escreve. Mesmo sendo outros que lerão e comentarão(talvez) suas palavras, não é com um foco neles que um bom texto deveria ser escrito. O segredo é focar-se no objetivo correto, o seu próprio objetivo. Escreve o que houver em tua mente a qualquer momento que achares que deve fazê-lo! Este é o espírito, você simplesmente sente quando seus pensamentos condizem com suas mãos, para assim torná-los imortais, com apenas um pouco de tinta.

A leitura. Pensamentos ou estórias incríveis imaginadas por outros passando rapidamente em nossa mente, apreciando ver cada detalhe formado na cabeça por obras instigantes e, porque não, surreais. Ler é algo imprescindível sem dúvida alguma, mas além de refletir e apreciar a criatividade dos autores, é essencial também, com suas próprias idéias e experiência com as páginas, escrever. A organização e reconhecimento das próprias idéias tem um valor imensurável! As vezes o que falta apenas é a vontade. O "desabafar" dessas coisas todas em nossas mentes nos torna aptos a estar sempre sorvendo mais informação e conhecimento sem o fato de inundar-nos com as palavras de outros. Toda escrita tem o seu valor, então se valorizamos a escrita daqueles cujas obras lemos, que valorizemos nossos próprios textos a serem expostos no papel!
A escrita, como já havia dito, imortaliza o pensamento. E uma vez que temos nossas palavras passadas gravadas, podemos sempre fazer uma auto-análise de nossas idéias anteriores e sempre, sempre aperfeiçoar-nos. Isso nos faz crescer como ser humano, evolui a mente.
Bom, parece então que, finalmente, há uma(ou mais) boa razão para se escrever. É incrível como se é possível fazer descobertas e achar respostas fazendo-o.

A imagem? Pois bem, significa "Aproveite o dia", termo original do latim "Carpe Diem". É uma captura do filme "Sociedade dos Poetas Mortos" e representa com perfeição(o ato de escrever) o que eu quis passar aqui.

Muito obrigado pela tua leitura e teu tempo. Até a próxima.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Início


É quase uma hora da manhã. Começar informando o horário sempre me rendeu boas introduções, porque quando terminava eu vía quanto tempo havia se passado desde que começara a escrever. Gosto de escrever por um longo período de tempo, ao menos na sensação, para que eu me sinta descarregado de tudo o que tinha para extrair da minha mente. A razão exata pela qual escrevo eu parei de procurar há tempos, pois foi buscando-a que me convenci que não é necessária uma razão. Mas talvez muitas, e acabou por ser uma preocupação desnecessária, então logo desconsiderei-a.
No momento cái uma chuva mediana na rua, iniciada não há muito. Estou ao som de Blackmore's Night, numa madrugada solitária. Embora me pese saber que terei que acordar e levantar bem cedo amanhã, me consolo pensando que na noite passada demorei umas duas horas para cair no sono. Penso, logo não durmo. Junte tudo isso e o resultado será mais um lugar pra se escrever. Logo, mais pensamentos a serem transcritos. Mais crescimento e admiração.
É, eu gosto disso. Muitas vezes chamo isso de "Êxtase". Belo momento a ser vivido. São ótimos, quanto mais melhor. É o "
estado da alma em que os sentidos se desprendem das coisas materiais". Melhor definição impossível.
Então criatura humana, concluo esta primeira conversa lhe dizendo que pare e pense. Abra seus olhos e enxergue mesmo ao seu redor. Pare bruscamente no meio da calçada e olhe para todos os lados. Veja o presente acontecendo. Viva esse presente. A mágica da vida não para nunca. Cabe a você acompanhá-la ou abandoná-la.
Pare. Pense.
Agora: uma hora e dezoito minutos da manhã. Suficiente.