quinta-feira, 9 de agosto de 2007

A Arte de Escrever


De Arthur Schopenhauer, o livro de mesmo nome do título desta postagem tem do início ao fim as mais diversas críticas aos indivíduos que "fingem escrever". Destaca-se, também, a valorização do autor pelo pensamento próprio ao transferir algum conteúdo para a mágica do papel e da caneta.
Há muitos ensinamentos que eu apreciaria seguir, outros já descartaria sem rodeios.
Admirável recomendação do autor ao dizer que qualquer obra importante deve ser lida duas vezes seguidas. A segunda vez ajuda a compreender melhor o início devido ao conhecimento do final, e já sabendo de tudo que o livro fala, entende-se melhor também os detalhes que sempre são deixados para trás. É algo realmente interessante a se fazer, porém nem sempre há disposição suficiente para ler o mesmo conteúdo novamente em um espaço de tempo ínfimo.
As preciosas páginas discutem muito sobre aqueles que escrevem textos do tipo insensato, ou seja, os que não tem como objetivo expressar suas idéias no papel e muito menos acrescentar uma leitura prazerosa e rica para outros, mas sim escrever palavras sem o menor nexo ou linha de raciocínio, usando palavras cheias de significados e de forma imprópria e equivocada, com o consciente objetivo de confundir leitores, e serem os autores vangloriados pelo simples motivo que quase ninguém "tem capacidade" de entender plenamente seus escritos. Esta é a principal crítica.

Claro que se formos nos prender a cada detalhe das críticas, é mais possível que nem escrevamos mais nada por medo de repressão ou algo do tipo. O que tento dizer é a que há a crua necessidade de se pensar no que se escreve. Mesmo sendo outros que lerão e comentarão(talvez) suas palavras, não é com um foco neles que um bom texto deveria ser escrito. O segredo é focar-se no objetivo correto, o seu próprio objetivo. Escreve o que houver em tua mente a qualquer momento que achares que deve fazê-lo! Este é o espírito, você simplesmente sente quando seus pensamentos condizem com suas mãos, para assim torná-los imortais, com apenas um pouco de tinta.

A leitura. Pensamentos ou estórias incríveis imaginadas por outros passando rapidamente em nossa mente, apreciando ver cada detalhe formado na cabeça por obras instigantes e, porque não, surreais. Ler é algo imprescindível sem dúvida alguma, mas além de refletir e apreciar a criatividade dos autores, é essencial também, com suas próprias idéias e experiência com as páginas, escrever. A organização e reconhecimento das próprias idéias tem um valor imensurável! As vezes o que falta apenas é a vontade. O "desabafar" dessas coisas todas em nossas mentes nos torna aptos a estar sempre sorvendo mais informação e conhecimento sem o fato de inundar-nos com as palavras de outros. Toda escrita tem o seu valor, então se valorizamos a escrita daqueles cujas obras lemos, que valorizemos nossos próprios textos a serem expostos no papel!
A escrita, como já havia dito, imortaliza o pensamento. E uma vez que temos nossas palavras passadas gravadas, podemos sempre fazer uma auto-análise de nossas idéias anteriores e sempre, sempre aperfeiçoar-nos. Isso nos faz crescer como ser humano, evolui a mente.
Bom, parece então que, finalmente, há uma(ou mais) boa razão para se escrever. É incrível como se é possível fazer descobertas e achar respostas fazendo-o.

A imagem? Pois bem, significa "Aproveite o dia", termo original do latim "Carpe Diem". É uma captura do filme "Sociedade dos Poetas Mortos" e representa com perfeição(o ato de escrever) o que eu quis passar aqui.

Muito obrigado pela tua leitura e teu tempo. Até a próxima.

6 comentários:

Day Caroline disse...

A verdade é um algo que possui uma certa relatividade.... mas para a logica ela conta como certeza absoluta... portanto, conforme o informado sobre um bom escritor e um bom leitor condizem com a realidade... pelo menos a logica prevalece neste contexto.

Bjus

Ererer disse...

isso ai meu amigo, não tenha medo de escrever teus pensamentos, eu realmente me sinto bem lendo eles e muitas vezes ja me espelhei neles antes de fazer algo. Abraços e Colha o Dia, Colha os Frutos da Vida ;)

Anônimo disse...

Well...
Carpe diem.... Faz muito tempo que eu não faço isso, ando vivendo em uma rotina desgraçada...
Deixe-mos isso de lado e vamos ao que interessa. Livros quando analisados, são melhores interpretados e melhor armazenados em nossas cabeças. Well ainda não tive a oportunidade de ler esse livro, mas assim que eu puder eu lerei... Me interessou e muito.
Amo ler, afinal de contas não há coisa melhor que ler... E deixe os teus pensamentos voarem Gus...
Afinal de contas... ainda vou achar muita graça em discutir contigo sobre o mundo Macro e Microscópico... Claro quando estiveres fazendo Faculdade de Filosofia
Bjus e adoro-te ^.^

H룣

charlie disse...

AAEEEEE CONSEGUI U_U~~

então, muitas vezes o medo da censura, da repreensão, é simplesmente um jeito de esconder o que se verdadeiramente sente por medo de querer encarar a realidade de si mesmo.

Só quando se é inteiramente livre com si mesmo, com o que se sente, se pode escrever livre de preconceitos e de medos "o que os outros vão pensar" e coisa e tal.

Anônimo disse...

É...
Até que ponto a critica não paralisa a produção?

Anônimo disse...

Posso dizer que escreves muito bem. Ao ler os teus textos me sinto presa a eles com máxima atenção. Escrever é um ato que cada ser humano, que tem o contado e a oportunidade de aprender, deveria praticar mais. Inclusive eu. Acredito que expressar idéias em linhas utilizando um lápis ou caneta faz um bem muito grande, mais que falar, pois tmeos a certeza de que o papel não falará para ninguém, não rirá de nossa cara, não fará crítica.
Gostei da parte de ler duas vezes um texto/livro, realmente isso ajuda a analizar melhor cada detalhe, perceber sentidos diferentes para a mesma frase. Enfim, sem mais delongas. Beijos