domingo, 1 de fevereiro de 2009

In Perfect Harmony


A hora é essa. Hora de se impressionar. Você nunca sabe o que está por vir, então quando vem, parece uma surpresa. Porém, sabemos muito bem, "lá no fundo", que fizemos escolhas e tomamos caminhos determinados para que isso viesse, isso acontecesse.
Poderia até ser um pequeno e confortável diálogo com o inconsciente:
"Certo, você finge que me engana e eu finjo que acredito. Vamos nos dar muito bem assim."

Como é de praxe, faz uma década que não escrevo aqui, então procuro escrever somente quando "I feel like writing"(se possível interprete em inglês, se não, é "ter vontade", mas não é só querer, é sentir que é a hora). Contudo, ficar dizendo que "faz tempo que não posto" é só desculpa pra encher linhas. Ultimamente tenho ido até as coisas diretamente no seu âmago, chega de inconsistências de certezas e auto-aprovações.

Como, felizmente, mantenho algum tipo de registro durante os meses que se passam exatamente no mesmo tempo em que se passaram nos outros anos (é, nada de "demoraram pra passar" ou "passaram muito rápido"), posso afirmar com veemência que meu estado, ao menos conscientemente, está favorável (e crescendo) em relação ao último semestre de 2008.

"No que crer, afinal? Crer? Estou precisando daqueles memoráveis sorrisos de outrora."
Não é fácil explicar a evolução desse pensamento. A tranquilidade que me abrange agora não é fácil de ser conquistada. O fator "Quero, estou disposto, então vou lá e faço" ainda é, como sempre, o principal, mas procurar aquelas pessoas que também querem, estão dispostas e lá fazendo é sempre de grande ajuda, de grande valor. Um lugar onde seus devaneios têm sentido para mais gente além de você mesmo, onde você experiencia o mesmo que os outros, mas quando cada um abre a boca, sai algo totalmente diferente. E claro, a parte mais importante: o autoconhecimento. (Templo de Apolo? Sócrates? Matrix?) E você não faz idéia (se você faz idéia, escreva sobre isso nos comentários) de como o grande mistério da sua vida pode estar presente nesse único fator. Um único fator pode parecer pouco, mas se ele é onipresente, então deve realmente ter alguma relevância, não é mesmo?
Conhece-te a ti mesmo!
Know thyself! and be it

Eu estava relendo agora meu último post antes desse, e me lembrei de como fico embasbacado quando leio as outras coisas que já escrevi. Eu lembro a luz daquele momento de inspiração e ousadia, enchendo a cabeça de um estudante. Agora eu não sou o mesmo, bem como você não é. E é por isso mesmo que eu me impressionei, agora, com o que foi escrito antes. Gosto do que já escrevi, mas não posso ficar buscando inspirações naquilo, senão vou ficar andando sem sair do lugar, o que inadmissível para a minha cabeça.

Presente, atitude, ansiedade (Palavras-chave em que pensei enquanto escrevia e resolvi deixar aí)

"Aprecie o presente como se não houvesse futuro."
Você já leu/ouviu alguma coisa com essa idéia antes, eu tenho certeza. Mas já parou pra pensar? Tem certeza? Então vamos lá, juntos, pensar mais uma vez.
O pensamento, o cérebro, é como outro músculo qualquer do corpo, que reage a qualquer coisa que o estimule, no caso, qualquer um dos sentidos estimula o pensamento, tanto que por muitas vezes pensamos em coisas absurdas "sem querer". Mas às vezes algumas pessoas também chamam isso de "criatividade". A questão é: não ignore. Se você pensou em algo repentinamente, se aquilo came out of the blue (veio do nada), veio de algum nada que te fez pensar nisso, então esse nada não é um nada tão irrelevante assim, concorda? E muitas vezes esse nada é aquela fagulha que se acende e só precisa de uma atitude para ser concretizada. Pensei, fiz. O avaliar fica pra outra hora. Sim, eu estou falando justamente daquela maldita hora que te vem aquela idéia na cabeça ou quando alguém te faz uma proposta praticamente inconcebível que te entope de ansiedade até o último fio de cabelo, e você consegue meter a mão na consciência e em uma fração de segundo dizer "Só se for AGORA!"
Certo, pode ser um exemplo um pouco fora de contexto, mas é exatamente no âmbito desse tipo de atitude que eu quero chegar. Isso tudo envolve a importância do momento presente, e cria uma harmonia e tranquilidade posterior muito melhor que aquele possível remorso sentido por algo que deixou de ser feito, que deixou de ser aproveitado. É a soma de não ignorar seus pensamentos com usá-los propriamente no momento em que se está vivendo. E isso é totalmente prático no cotidiano, o que de fato caracteriza uma verdadeira experiência que não pode ser considerada "surreal" ou, mais vulgarmente, "uma cachaça". Está ali e pronto, agora só depende de você.

Faça a diferença, o mundo está precisando disso. (Da diferença em si e das pessoas que a fazem)

Não desenvolvi muito os assuntos, mas certamente cada um merece um gigantic post individual. E esses posts virão, aguarde.
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